Saímos na segunda-feira aproximadamente às 9:15am do Hotel Província que ficamos em Dionísio Cerqueira/SC. Resolvemos ir ao banco fazer um saque para em seguida trocar por pesos argentinos no próprio comércio da cidade. O Banco estava completamente lotado pois, era nada mais, nada menos que o primeiro dia útil do mês. A própria atendente do Banco disse ao Taylor que era mais fácil ele dar um “rolê” pela cidade e voltar em 2 duas horas... Putz!!!! Não tínhamos esse tempo disponível para esperar, então resolvemos tentar fazer câmbio com o cartão de crédito no próprio comércio da cidade mesmo. Estavam cambiando 1 Peso por R$0.35.
Bom, grana no bolso, tanque cheio, barriga forrada e bexiga esvaziada, vambora!!
Paramos na aduana para fazer os trâmites da entrada na Argentina... Enquanto o Taylor estava dentro do setor de imigrações cuidando disso, eu, metida a fotógrafa, comecei a tirar fotos das placas, das coisas (normal de turista até aí...) só que não me flagrei que estava mirando em direção a Germanderia (Polícia Federal Argentina), e aí começou a minha mania de “pagação de mico”... Veio o policial me dando “aqueeeela mijada” dizendo que eu não poderia estar fotografando ali e blá blá blá, me mandou guardar a máquina dentro da bolsa na frente dele e ficou me xingando rsrsrrs... Pedi desculpas e ele foi embora... Até sairmos da aduana o policial ficou de olho em mim o tempo todo rsrsrsr...
Depois disso, já às 11:00 hrs, finalmente pegamos estrada. Passamos por um posto da Polícia Carmineira (equivalente a nossa Polícia Rodoviária Estadual) e nos mandaram parar. Lá vamos nós!! Carta verde, Passaport (pra facilitar a vida), documento do carro, checagem dentro do carro. Fora em dizer que a fiscalização sanitária também estava nesse posto. Deram uma checada no nosso coller, certificaram-se de que toda nossa comida era industrializada e pronto!! Nos liberaram e pegamos a estrada.
Continuamos em direção a Corrientes pela Ruta 12. Antes de chegar em Corrientes, tem uma cidade chamada Posadas. No ano passado, tivemos “a sorte e azar” de conhecê-la. Em julho/2011 fizemos o roteiro norte argentino e ao voltar para o Brasil nosso carro quebrou em Posadas. Quebrou, quebrado!!! Ficamos 4 dias para consertá-lo numa oficina que encontramos na cidade – um salve para o mecânico que conseguiu arrumar!!
Continuando... Ao passar por Posadas, paramos em mais um posto da Polícia “Querida” Carmineira. Tinha dois señores (como sempre tem o bonzinho e o mauzinho do tipo gordo e o magro, ou algo assim). Começaram a pedir os documentos e fomos entregando tudo de acordo com os conformes. Quando não tinham mais nada para nos pedir, um dos policiais cismou que não tínhamos um documento chamado “Vistoria do Veículo”. Vistoria do veículo?? “Que és isto?” Aí começou a palhaçada!!! Ele começou a dizer que estava no artigo 78 da lei de trânsito deles. O Taylor tirou, como um passe de mágica da nossa pasta de documentos, a lei de trânsito da Argentina impressa e pediu para o policial mostrar onde estava escrito sobre o tal documento chamado “Vistoria veicular”. O policial folheou, folheou, achou o tal do artigo 78 (que não tinha nada falando sobre esse documento), virou a página e folheu... folheou... Até que o Taylor mostrou pra ele o Licenciamento Anual do carro e explicou que no Brasil a vistoria é feita anualmente e somente após dessa vistoria é que conseguimos obter o documento do carro. E finalmente o policial começou a fazer cara de “putz, me ferrei”. Depois de mais ou menos uns 20 minutos nessa "ladainha" finalmente ele nos liberou.
Pegamos estrada novamente e continuamos em direção ao nosso objetivo deste dia: chegar no Complexo Totora que fica na cidade de San Cosme em Corrientes. Durante esse percurso ficamos a base de água, amendoim e bolachas. Tranquilo até então, pois no dia anterior havíamos comido muito bem no Brasil. No percorrer do caminho, fomos sortudos de ter o prazer de ver um pôr do sol belíssimo!! Extremamente vermelho !!
Depois de 650km e 9h e meia de viagem, finalmente chegamos no camping. Chegamos por volta das 20:30hrs. O complexo estava aberto e tinha um senhor não muito simpático cuidando do camping. Extremamente vazio!! Óbvio, era uma segunda-feira!! Imaginamos que nos finais de semana o lugar deve lotar, pois ao fundo tem um lago enorme, ótimo para pesca.
Abrimos nossa barraca, tomamos aquele banho e comemos pão integral com polenguinho e um vinho para acompanhar. Eu até queria fazer um arroz ou uma macarronada, mas como iríamos ter que acordar cedo no dia seguinte, acabamos resolvendo fazer um lanchinho mesmo e dormir.
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