Nos despedimos de Salta e de Esteban que nos ensinou muito
sobre a província e seguimos viagem em direção a San Salvador de Jujuy, extremo
norte argentino, pela manhã de sábado.
Seguimos a Ruta 9, que leva em direção a La Caldera e El
Carmen, cidades localizadas na província de San Salvador de Jujuy. Essa estrada
é estreita, porém muito gostosa e tranqüila. Você passa por dois Diques. O
primeiro é o Campo Alegre.
| Dique Campo Alegre - em La Caldera |
| Dique Campo Alegre - em La Caldera |
Após passar por La Caldera você sobe uma serra
deliciosa e chega na cidade de El Carmen onde situa-se o Dique La
Cienega.
| Serra da Ruta 9 em direção a El Carmen |
| Dique La Cienega - El Carmen - Jujuy |
Após El Carmen, continuamos na Ruta 9 passando pela capital de
Jujuy. Não entramos na capital pois já conhecemos no ano passado. Nesse ano nossa
intenção era ir direto a Purmamarca que fica logo após a capital, Jujuy.
| Passando pela capital Jujuy |
Essa rota é especial, pois passa pela região da Quebrada
de Humauaca. Vales coloridos e desérticos, cheios de cactos e rios secos e
pedregosos. A estrada é espetacular, a cada curva uma paisagem de tirar o
fôlego.
| Região da Quebrada de Humauaca - Ruta 9 |
| Região da Quebrada de Humauaca - Ruta 9 |
Chegamos em Purmamarca ainda durante o dia. Rapidamente
achamos um camping para ficar. Antes de montar barraca, resolvemos fazer o
caminho Los Colorados que fica atrás do “pueblo” (povoado) de Purmamarca.
| Purmamarca - Ruta 9 |
| Purmamarca - Entrada do Caminho Los Colorados |
| Purmamarca - Camino de Los Colorados |
| Purmamarca - Camino de Los Colorados |
| Purmamarca - Camino de Los Colorados |
No caminho encontramos dois “tchicos” vendendo artesanato.
Eram super tímidos. Compramos algumas artes e seguimos para o centro da
cidadela.
| Centro de Purmamarca |
Uma coisa que não tínhamos experimentado ainda eram as
Empanadas Argentinas. Entramos num restaurante e pedimos de queijo e de
“pollo”(frango). O tempero das empanadas de frango era fortíssimo, ardia até a
alma!! Gostoso, principalmente para quem adora uma pimenta!!
| As famosas empenadas argentinas |
Depois disso, voltamos ao camping...
No camping havia família acampando com um motor home
amarelo muito parecido com uma Besta. Era um casal com seus dois filhos, uma
menina de aproximadamente 4 aninhos e um menino de uns 8 anos. Nos aproximamos
para conversarmos um pouco. Eram franceses. Estavam fazendo uma expedição pela
América latina já alguns meses e iriam ficar até maio de 2013 rodando com sua
Besta amarela, juntamente com seus dois filhos. Foram da França para a
Argentina de avião. O veículo foi de navio, em um contêiner. Desembarcaram em
Buenos Aires e começaram a subir a Argentina. Eles irão a vários lugares, cada
canto da America do sul. O único país que deixarão para conhecer em uma próxima
ocasião é o Brasil. Nos disseram que nosso país é muito grande e por isso vão
deixar para conhecer numa próxima oportunidade. De Purmamarca iriam seguir para
a Bolívia e iriam subindo, subindo e subindo. O francês estava aterrorizado com
os preços da América do sul. A comida, estadia, água... tudo! Não conseguia
entender como os povos daqui conseguiam sobreviver com preços tão altos. Gente, é verdade!!! Já sabemos que os preços no Brasil é o “ó do
borogodó”. Mas na Argentina não é diferente. Achamos a comida super cara. A
estadia também, comparando com nossa realidade brasileira. Eles estavam muito
“aterrorizados” com os preços. Pensavam que aqui, na América do sul, era muito
mais barato em relação a Europa.
O espanhol do francês era muito bem desenvolvido, já o da
mulher ás vezes era um pouco difícil de entender pois, como nós, ela misturava
sua língua com o espanhol rsrsrrs... , era um espanhol com um extremo sotaque
francês. As crianças.... Vixi.... Eles
vinham falar conosco e não entendíamos nadica de nada, puro francês!!! Ele nos explicou que na França não existe o
ensino de outras línguas nas escolas, e que isso é péssimo pois seus filhos
precisam aprender outras línguas para facilitar a vida deles numa experiência
como eles estavam vivendo.
Apesar das grandes diferenças, conseguimos nos comunicar
relativamente bem e fazer amizade. Até deixamos com eles um adesivo da nossa
expedição.
No dia seguinte, eles seguiram viagem para Bolívia e nós
seguimos em direção ao Paso de Jama com a intenção de chegar nesse mesmo dia em
San Pedro do Atacama.
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