Do Atlântico ao Pacífico - Expedição Confortável como um camelo 2012





Olá pessoal, sejam bem-vindos ao nosso diário de viagem!

Somos um casal de Santa Catarina que sempre sonhou em "cortar" o Atacama.

É um sonho muito antigo e finalmente conseguimos tornar em realidade!!

No ano passado (2011), tentamos ir até o Atacama. Cruzamos o norte Argentino e ao chegar na fronteira tivemos uma surpresa: Devido uma nevasca que estava ocorrendo na região, a fronteira estava fechada.

De qualquer forma não perdemos a viagem pois o Norte Argentino tem muitos lugares bonitos e uma natureza exuberante. Pelo fato da fronteira estar fechada, tivemos que alterar nosso curso e por isso tivemos a oportunidade de conhecer a famosa Ruta 40! Uauuu.... espetacular!!

Infelizmente não fizemos um diário online da viagem de 2011, mas publicaremos um resumo dela assim que possível, ok?!  Foi também uma grande aventura!!

No próximo domingo (02/09/12) estaremos partindo!!

Agradecemos às nossas famílias e queridos amigos que sempre estão nos apoiando e que há muito tempo vêm acompanhando nosso preparo e ansiedade :)

Amamos vocês!!

Primeiro dia - Rumo a fronteira com a Argentina!!


Partimos de Itapema às 10:00am e pegamos a BR101 via norte. Em seguida, pegamos a BR 470 em direção ao oeste. Foram aproximadamente 10 horas de viagem até chegar em Dionísio Cerqueira que fica praticamente na divisa com o Norte Argentino. A viagem durante esse trecho foi super tranquila. O dia estava bélissimo, com um sol e calor que deixou ainda mais animados. Muitas pessoas na estrada viajando, principalmente de moto!!  Que delíciaaa... Nos lembrou dos velhos tempos em que viajávamos de moto...

Partindo de Itapema/SC
Logo que chegamos em Dionísio, rapidamente encontramos o Hotel Província que tínhamos pré-escolhido para pernoitar na primeira noite. Detalhe:  Ano passado, quando fizemos o trajeto Norte Argentino, havíamos ficado neste mesmo hotel. A diferença é que na época não tínhamos GPS e sofremos bastante para encontrá-lo. Mas esse ano temos!! Uau, que brinquedinho dos deuses rsrsrrs....
Amanhã iremos trocar o dindin por pesos argentinos em Dionísio Cerqueira mesmo. Os próprios estabelecimentos comerciais da cidade fazem câmbio. Super tranquilo!!  Em seguida atravessaremos a fronteira e vamos rumo a Corrientes/ARG onde pretendemos pernoitar em um camping já pré-escolhido. Será nossa primeira noite em um camping!!  Oooo ansiedade!!!

É provável que no camping não haverá Wi-fi, então a previsão de voltarmos a postar alguma notícia fica para próxima terça-feira (04/09/12) que estaremos em Salta conforme nossa programação.

Fica então um brinde ao primeiro dia da viagem!!


                                              Dia anterior   |  Página inicial   |   Próximo dia

Segundo dia (segunda-feira - 03/09/2012): Chegada em San Cosme – Corrientes.

Saímos na segunda-feira aproximadamente às 9:15am do Hotel Província que ficamos em Dionísio Cerqueira/SC. Resolvemos ir ao banco fazer um saque para em seguida trocar por pesos argentinos no próprio comércio da cidade. O Banco estava completamente lotado pois, era nada mais, nada menos que o primeiro dia útil do mês. A própria atendente do Banco disse ao Taylor que era mais fácil ele dar um “rolê” pela cidade e voltar em 2 duas horas... Putz!!!! Não tínhamos esse tempo disponível para esperar, então resolvemos tentar fazer câmbio com o cartão de crédito no próprio comércio da cidade mesmo. Estavam cambiando 1 Peso por R$0.35.
Bom, grana no bolso, tanque cheio, barriga forrada e bexiga esvaziada, vambora!!
Paramos na aduana para fazer os trâmites da entrada na Argentina... Enquanto o Taylor estava dentro do setor de imigrações cuidando disso, eu, metida a fotógrafa, comecei a tirar fotos das placas, das coisas (normal de turista até aí...) só que não me flagrei que estava mirando em direção a Germanderia (Polícia Federal Argentina), e aí começou a minha mania de “pagação de mico”... Veio o policial me dando “aqueeeela mijada” dizendo que eu não poderia estar fotografando ali e blá blá blá, me mandou guardar a máquina dentro da bolsa na frente dele e ficou me xingando rsrsrrs... Pedi desculpas e ele foi embora... Até sairmos da aduana o policial ficou de olho em mim o tempo todo rsrsrsr...



Depois disso, já às 11:00 hrs, finalmente pegamos estrada. Passamos por um posto da Polícia Carmineira (equivalente a nossa Polícia Rodoviária Estadual) e nos mandaram parar. Lá vamos nós!! Carta verde, Passaport (pra facilitar a vida), documento do carro, checagem dentro do carro. Fora em dizer que a fiscalização sanitária também estava nesse posto. Deram uma checada no nosso coller, certificaram-se de que toda nossa comida era industrializada e pronto!! Nos liberaram e pegamos a estrada.
Continuamos em direção a Corrientes pela Ruta 12. Antes de chegar em Corrientes, tem uma cidade chamada Posadas. No ano passado, tivemos “a sorte e azar” de conhecê-la. Em julho/2011 fizemos o roteiro norte argentino e ao voltar para o Brasil nosso carro quebrou em Posadas. Quebrou, quebrado!!! Ficamos 4 dias para consertá-lo numa oficina que encontramos na cidade – um salve para o mecânico que conseguiu arrumar!!

Continuando... Ao passar por Posadas, paramos em mais um posto da Polícia “Querida” Carmineira. Tinha dois señores (como sempre tem o bonzinho e o mauzinho do tipo gordo e o magro, ou algo assim). Começaram a pedir os documentos e fomos entregando tudo de acordo com os conformes. Quando não tinham mais nada para nos pedir, um dos policiais cismou que não tínhamos um documento chamado “Vistoria do Veículo”. Vistoria do veículo?? “Que és isto?” Aí começou a palhaçada!!! Ele começou a dizer que estava no artigo 78 da lei de trânsito deles. O Taylor tirou, como um passe de mágica da nossa pasta de documentos, a lei de trânsito da Argentina impressa e pediu para o policial mostrar onde estava escrito sobre o tal documento chamado “Vistoria veicular”. O policial folheou, folheou, achou o tal do artigo 78 (que não tinha nada falando sobre esse documento), virou a página e folheu... folheou... Até que o Taylor mostrou pra ele o Licenciamento Anual do carro e explicou que no Brasil a vistoria é feita anualmente e somente após dessa vistoria é que conseguimos obter o documento do carro. E finalmente o policial começou a fazer cara de “putz, me ferrei”. Depois de mais ou menos uns 20 minutos nessa "ladainha" finalmente ele nos liberou. 

Pegamos estrada novamente e continuamos em direção ao nosso objetivo deste dia: chegar no Complexo Totora que fica na cidade de San Cosme em Corrientes. Durante esse percurso ficamos a base de água, amendoim e bolachas. Tranquilo até então, pois no dia anterior havíamos comido muito bem no Brasil. No percorrer do caminho, fomos sortudos de ter o prazer de ver um pôr do sol belíssimo!! Extremamente vermelho !!


Depois de 650km e 9h e meia de viagem, finalmente chegamos no camping. Chegamos por volta das 20:30hrs. O complexo estava aberto e tinha um senhor não muito simpático cuidando do camping. Extremamente vazio!! Óbvio, era uma segunda-feira!! Imaginamos que nos finais de semana o lugar deve lotar, pois ao fundo tem um lago enorme, ótimo para pesca.

Abrimos nossa barraca, tomamos aquele banho e comemos pão integral com polenguinho e um vinho para acompanhar. Eu até queria fazer um arroz ou uma macarronada, mas como iríamos ter que acordar cedo no dia seguinte, acabamos resolvendo fazer um lanchinho mesmo e dormir.



                                              Dia anterior   |  Página inicial   |   Próximo dia

Terceiro dia (Terça-feira 04/09/12) - A grande reta do Chaco


Acordamos no camping Totora em San Cosme, Corrientes. Vimos o nascer do sol que como o pôr, é belíssimo também.  Fechamos a barraca e tomamos café. Saímos do camping com o intuito de chegar até Salta ainda neste dia.


Camping Totora em San Cosme / Corrientes / Arg

Amanhecer no camping Totora em San Cosme / Corrientes / Arg

Partindo do camping Totora em San Cosme / Corrientes / Arg

Pegamos estrada e continuamos na Ruta 12. Essa Ruta, passa por dentro do centro de Corrientes e aí é que mora o “perigo”.  Infelizmente não tem outro caminho pra quem está nessa rodovia. Você fica obrigado a passar pelo centro da cidade.

Ano passado, fomos pegos pela polícia caminera que nos tiraram 200 pesos (+ou- R$80,00).
Ou pagávamos a propina para os guardas ou eles iriam nos multar. Motivo: Alegaram que tínhamos entrado na contra mão.  Bom, não tenho certeza até hoje, mas não me parecia NADA contra mão onde estávamos passando.  Eles queriam tirar o  “cafezinho“ mesmo!!

Nessa viagem (2012) infelizmente não conseguimos sair ilesos de Corrientes. Fomos parados novamente. Motivo:  Encrencaram com o guincho do carro, falaram que não poderia estar para fora da estrutura. Ok, ok!! Não tivemos o que contestar. Tentamos, mas não conseguimos rsrsrs...  No Brasil também não pode ter nada para “fora do carro”.  Detalhe:  Nesse posto que fomos parados também eram dois policiais (tipo, cara e coroa rsrsrs).  Facada:  200 pesos e R$20,00 a menos, um total mais ou menos de R$ 100,00 conto!!! 
Pensando positivamente, o bom é que na Argentina tem o tal do “Salvo conduto”. Esse documento é como se fosse um “passe livre” para a próxima propina.  Ou seja, se passarmos novamente por algum posto policial e o cara encrencar com o guincho, mostraremos o “salvo conduto” e teoricamente ele irá nos liberar.  Claro, pelo o que entendemos até agora, este “salvo conduto” não te salva de outros motivos que os policias podem alegar. Neste caso, só nos liberaria de pagar propina se o policial alegasse que o guincho estava incomodando ele.


No Youtube você encontra alguns videos de brasileiros que passaram pelo mesmo "estress" que a gente. Um deles é esse:




Até então, tínhamos nos incomodado somente com estes policiais. Estava tudo tranquilo após nos livrarmos deles. Ao sair de Corrientes (às 11:00hrs) pegamos a ruta 12 e em seguida a ruta 16, eu a chamo de “A GRANDE RETA DO CHACO”!!!!  Afffffff, pensa como é longe, loooooonge...  Só para ter uma ideia, de Corrientes até Salta são 830km, estimativa de 12 horas de viagem.

A Grande Reta do Chaco é uma estrada que fica no meio de uma região que é praticamente um cerrado.  O calor desse lugar é quase que insuportável (dependendo da época que você passa por ele). A temperatura máxima que pegamos nesse dia foi 43 graus. Média de 40 graus durante tooooodo o percurso.  



A Reta do Chaco

Temperatura:  39,9 externo e 42 interno. Sensação térmica: 45 graus

Muito calor!!!

Calor do CARA&%^&!!!  Quando eu saia do carro sentia que estava entrando dentro de um forno que tinha acabado de ser desligado.  No carro estávamos com o ar condicionado "a toda", mas mesmo assim não dava conta.

Na região do Chaco tem muitas queimadas. Não temos certeza se são propositais ou se é por causa do calor excessivo com o mato seco. Com as queimadas o ar fica pesado e o vento muito quente. Ficamos imaginando como deve ser essa região no verão.
Descrevo essa região da seguinte forma:

“Uma estrada se perdendo no horizonte e alguns animais como porcos, carneiros, cavalos e cachorros beirando à rodovia. Um calor excessivo e o ar muito seco. Se faltar combustível ou se quebrar o carro, pode ter certeza que você terá sérios problemas.”

Conseguimos chegar em Joaquín Victor Gonzáles que fica uns 100km antes de Salta. Bem no final da travessia da Reta do Chaco. 

No ano passado ficamos nessa cidade também, mas como era período de “vacationes” não tinha um hotel sequer que tivesse uma vaga. Naquele dia não tínhamos o que fazer e acabamos colocando o carro num posto de gasolina e dormimos por ali mesmo.   

Mas esse ano foi diferente!!! Eeeeebaaaaaa!!  Tinha vaga no hotel Ayres de Campo e por sinal, que hotelzinho gostoso!! Tinha “Cochera” = garagem, café da manhã, ar condicionado, uma belezura!!
Chegamos no hotel em J.V.Gonzales mais ou menos às 21:00hrs
. Tomamos um banho e fomos dar uma volta na rua para procurar alguma coisa salgada para comer, afinal, passamos o dia inteiro na Reta do Chaco a base de bolachas, polenguinho e água.  Bom, achamos uma lanchonete chamada “La Pancheria”. Serviam nada mais, nada menos que cachorro-quente.  Bom, não podemos reclamar, afinal não era bolacha!!! Cachorro-quente com uma coca estupidamente gelada foi a nossa janta, por sinal, tava gostoso demais!! O dog caiu no estômago e logo já veio o sono. Fomos para o hotel e dormimos como duas pedras.
                                            
                               Dia anterior   |  Página inicial   |   Próximo dia

Quarto dia (05/09/12 – Quarta-feira): Chegada em Salta – Ciudad Hermosa!!!


Acordamos pelas 7:30hrs, jogamos uma água no corpo e fomos tomar café. Tinha café preto com leite, torradas, geléias, sucos, enfim, estava uma delícia!! O atendimento foi ótimo! Esse hotel que fica em Joaquín Victor González se chama Ayres de Campo. Na cidadela inteira tem placas indicativas para você chegar ao hotel.
Voltamos para o quarto e fui organizar as coisas para seguirmos em direção a Salta enquanto o Taylor procurava oficinas na internet especializadas “em tren delanteiro” nessa cidade que pretendíamos chegar. Ao partir de J.V.Gonzalez, notamos que o carro estava cada vez mais barulhento e manhoso. Decidimos ir em direção a Salta para imediatamente procurar uma das “Tallers” (oficinas) que o Taylor achou na internet. 
Saindo do Hotel Ayres de Campo - Joaquin Victor González


De J.V.Gonzalez a Salta (noroeste argentino) são aproximadamente 170km ou 2 horas de viagem. 




 

Chegamos em Salta e encontramos rapidamente a rua que tem muitas oficinas e lojas de peças para carros. Estávamos procurando uma “Taller”chamada Dr.Fix. Rodamos a rua várias vezes e nada do tal Dr.Fix. Acabamos encontrando uma oficina que era especializada em 4X4, enfiamos o carro dentro dela e fomos conversar com o atendente. Chegamos na oficina ás 12:00hrs e o mecânico já tinha saído para almoçar, de qualquer forma conversamos com o atendente e explicamos do que estávamos desconfiando que poderia ser. Ele olhou e olhou, ligou para o mecânico e em menos de meia hora ele já estava ali para nos atender. O mecânico checou e escutou o barulho que o carro estava fazendo. Deu umas voltas na quadra com o Taylor para escutar e analisar melhor. Voltaram para a oficina e deram mais umas checadas. No final das contas, não era nada demais. Foi dado uns ajustes aqui outros ali e ficou tudo ok!! Todo carro com o tempo, por mais que você faça manutenção constante, ele faz questão de fazer algum barulho rsrsrsr... Ainda mais depois de 2.200km rodados!!
Salta é um lugar que nos deixou com água na boca de conhecê-la no ano passado. Passamos tão batidos por ela que nesse ano, ao chegar aqui, decidimos conhecer cada canto da cidade como também as pessoas que nela moram.
Após sairmos da oficina mais relaxados, rodamos pelas ruas de Salta e achamos um pequeno restaurante. “É ali mesmo!! Una Cerveza Salta por favor!!”. Agora, você que está lendo este post, pense o quanto aquela cerveja desceu redonda depois de tanto tempo na estrada, rsrsrs...
No restaurante comemos bife á cavalo com batata frita (Lomo e papas). Pelo que notamos, aqui na Argentina esse menu é meio que um padrão. Tipo o nosso arroz e feijão... 


 
Bebemos, comemos e em seguida decidimos procurar um hotel... Rodando pela cidade, notamos que Salta estava cheia de turistas. Alguns hotéis lotados, até que finalmente achamos um hotel legal e relativamente barato. Hotel Back Packer’s, especializado em atender turistas mochileiros de todo o mundo. Foi 180 pesos para pernoitar o equivalente a R$80,00 o quarto matrimonial com baño privativo e desayuno (café da manhã). A cobrança se fazia por pessoa e não pelo quarto. Eram 90 pesos por pessoa. Neste hotel os atendentes falam inglês e espanhol. Ao fazer o registro de entrada (que era feio em um livro) notamos que haviam pessoas de vários países. Canadá, EUA, França... Muitos se registravam como estudantes. O hotel tinha um bar bacana, mesa de sinuca, Wifi e uma decoração super jovem. Adoramos ter encontrado esse hotel!! Nos registramos sem pensar duas vezes!! Entramos no quarto (que tem uma decoração meio que andina) e fomos descansar um pouco.
A noite, saímos para tomar uma cerveja (novidade!!). Fomos em direção ao restaurante que havíamos almoçado. Resolvemos escolher outro que ficava ao lado. Tomamos uma Quilmes, ficamos observando a praçinha que fica na frente dos restaurantes, os namoradinhos adolescentes, os velhinhos que vendem coisinhas de tudo quanto é tipo, os cachorros de rua que por sinal são muito bem tratados, todos os detalhes que Salta estava compartilhando conosco. 

 
Uma curiosidade: Quando estávamos tomando a cervejinha, passou uma senhora que nos ofereceu uma “santinha”, aqueles papéis com imagem de santinho e que no verso tem a oração (era da Nossa Sra de Fátima). Perguntei quanto custava e ela me disse que era “ de voluntad”, ou seja, valor voluntário. Demos 2 pesos para a senhorinha, ela nos agradeceu e se perdeu de nossas vistas. Os argentinos, como nosso povo, são muito religiosos. Por todas as rodovias (pelo menos do noroeste, norte e nordeste) você vê pequenos santuários da entidade “Gauchito Gil” (clique para ler a história do santinho).

Salta foi fundada em 1592. Sua história pode-se conferir no site Portal de Salta.
Continuando... Durante o dia o clima estava fresco, mas a noite a temperatura caiu muito, por isso, depois da cervejinha Quilmes, fomos para o hotel dormir. Afinal, estávamos muito cansados e gostaríamos de acordar cedo no dia seguinte para aproveitar cada canto da cidade!!

                                                Dia anterior   |  Página inicial   |   Próximo dia

Quinto, sexto e sétimo dia (06 á 08/09/12 – Quinta, Sexta e Sábado) – Curtindo Salta!!



Desde que chegamos em Salta, cada momento está sendo muito gratificante. Estamos aprendendo tantas coisas, detalhes, histórias...  Este lugar é muito rico em cultura, em história e religiosidade. 

Durante estes dias estamos dedicados a conhecer o máximo que pudermos dessa cidade. Como havia dito num post anterior, ano passado passamos batidos por ela e ficamos com a água na boca de realmente conhecê-la.

Na quinta-feira, dia 06/09, tiramos a tarde para procurar outro hotel pois o Back Packer’s que estávamos não tinha mais vagas para os próximos dias. 

Andamos poucas quadras e logo encontramos o Hostal Heronñann. Fomos super bem recebidos pelo Estevan – administrador do hotel. Em poucos minutos de conversa, Estevan nos disse que conhece o nordeste do Brasil e que tem muita vontade de voltar para conhecer o sul. Disse também que não entende o porquê dos brasileiros adorarem vir para essa região e para o Atacama. Também disse: “- Estamos cansados de deserto, queremos ver praias!! (risos)” E nós respondemos: “- E nós queremos ver neve e os desertos!! rsrsrrs...” 

Estevan, abriu o mapa de Salta e nos mostrou todos os pontos da Província que deveríamos obrigatoriamente conhecer. Nos indicou museus, o teleférico, restaurantes, trilhas para caminhada, cidades vizinhas com povoados distintos e enfatizou a região de Cachi. Rapidamente fizemos amizade a adoramos ser tão bem recebidos por ele. Informou também que não haveria nenhum problema em pagarmos em reais pois como ele estava querendo ir para o Brasil e a Presidenta Kirchner praticamente bloqueou os câmbios para os Argentinos, então para ele seria ótimo receber nossa moeda. 

Conforme indicação de Estevan, andamos por toda Salta para conhecer os principais pontos. 

Fomos no Museu de Arqueologia da Alta Montanha em que uma das principais atrações deste museu são "Los niños de Llullaillaco". Três múmias de crianças incas sacrificadas que foram descobertas em 1999 no topo do vulcão Llullaillaco que fica a 6.700 metros de altitude a nível do mar localizado nos Andes. 
Múmia de uma mulher andina

 Mais informações acesse:



Visitamos também a Basílica de Salta (Santuario del Señor y  Virgen del Milagro). 

O povo salteño é muito devoto da “Virgen del Milagro” e do “Santo Cristo”. Crêem que as santidades protegem a região dos abalos sísmicos que não são raros. Durante o mês de setembro acontecem os festejos religiosos. Uma tradição que já dura 309 anos. Ano após ano, as duas imagens (que permanecem na catedral, uma de cada lado) são conduzidas em procissão pelas ruas da cidade, protegendo-a contra novos abalos sísmicos e outros males. 


 Para conhecer um poucos mais acesse: http://www.catedralsalta.org/



Uma situação curiosa foi quando pegamos o Teleférico de Salta. Sentamos juntamente com mais 3 rapazes. Um deles, quando nos ouviu conversar um com o outro, puxou assunto e perguntou de qual lugar do Brasil éramos. Respondemos e imediatamente ele começou a dizer os nomes várias praias de Floripa e da região de Balneário Camboriú, inclusive Itapema. Ele disse que foi 2 anos consecutivos para o Brasil e que uma das grandes diferenças que ele sentiu é que no Brasil existem muitos prédios e em Salta não. E realmente, não que isso seja tão importante, mas muda completamente o desenho de uma cidade, principalmente se olhar de cima. Os rapazes perguntaram como estavam os preparativos para Copa e para as Olimpíadas com cara de que estavam preocupados se os brasileiros iriam conseguir dar conta das estruturas a tempo de poder receber “o mundo”. Respondemos que siiim... Vai dar tempo.... rsrsrs (vamos ver...).
Outra questão que achamos bem interessantes foi quando perguntaram como estava indo o governo de nossa presidenta. Nesse momento, dei uma pausa nos meus pensamentos. Três rapazes super novinhos interessados em saber como estava a nossa política. Como estava o nosso comando. Na boa, conta nos dedos quanto adolescentes que você conhece hoje em dia que lhe faria essa pergunta!! Adoramos conversar com eles!! Pelas conversas e pelo que vemos nas ruas, acreditamos piamente que o povo Argentino é muito politizado. Em todas as idades e níveis sociais.
Continuando...  Fomos ao teleférico, tiramos muitas fotos, curtimos muito o lugar e depois resolvemos voltar. Detalhe, descendo por uma trilha de lajotas no meio de uma vegetação extremamente seca. Muitas pessoas subindo e descendo a trilha correndo, se exercitando mesmo!!  Uma delícia o lugar!!

 


Ao descer a trilha encontramos o Monumento do General Martín Miguel de Güemes (nascido em Salta), que foi um importante líder militar, principalmente para a região do noroeste da Argentina. Defendeu a região lutando contra os espanhóis durante a Guerra de Independência da Argentina.
 



Conhecemos o Museo Histórico del Norte, que relata bastante a história do período colonial da região.


 
Vimos algumas praças, sendo que a principal da cidade é a “Plaza 9 de Julio”.





E a Igreja de San Francisco, construída em 1882 – Séc. XIX. Por sinal, com uma arquitetura belíssima!!



Amanhã sairemos bem cedo para conhecer a região de Cachi. Estamos super ansiosos pois Estevan nos disse que é uma região espetacular e única. Logo postaremos mais novidades!!

Grande beijo, abraço e saudades de toda a família e amigos!!

Até logo!!
                                              Dia anterior   |  Página inicial   |   Próximo dia

Oitavo dia - 09/09/12 (Domingo) - Conhecendo Cachi

No domingo saímos cedo pela manhã e seguimos para Cachi, cidade situada dentro da Província de Salta.

Cachi, fica há 157 km de Salta e 2.280 metros de altura. Pode-se chegar até a cidade, percorrendo a partir da capital de Salta, pelas Rotas 68, 33 e 40. Nós fomos pela Rota 40. Até chegar na cidade, o ponto mais alto que você irá passar é na Pedra do Molino que fica a 3.457 metros de altura.





A palavra Cachi, significa Sal em Quéchua (Linguagem de alguns povos indígenas da América do Sul, principalmente dos povos andinos. O dialeto quéchua é falado nos Andes desde o Império Inca até hoje).

O percurso que leva até Cachi, faz  com que você  passe pelos Vales Calchaquies, por Quebradas (acidentes geográficos) como La Quebrada do Rio Escoipe, pela Reta TinTin e pelo Parque Nacional de Los Cardones.

Parque Nacional de Los Cardones


Reta Tin Tin (aproximadamente 11 Km) - Uma das retas mais perfeitas do mundo. Antigo caminho Inca.

  
Valles Calchaquíes



Chegamos no centrinho de Cachi perto as 12hrs e a população da cidade estava iniciando uma procissão que era para a Vírgen de Milagro (postado anteriormente). Acreditem, nessa época saem peregrinações de todos os cantos da Província de Salta em direção a capital. Nos caso dos peregrinos que vimos em Cachi, eles iriam percorrer debaixo de sol e chuva 157km a pé até Salta. Passando por montanhas de até 3450km de altura. Tudo pela devoção a "Virgencita" como eles chamam carinhosamente a padroeira de Salta.

No centro de Cachi
Durante o passeio, fizemos amizade com algumas pessoas. Um mineiro, professor de matemática e estudante de contabilidade que tinha saído da Bolívia, passado pelo Chile e estava conhecendo a região de Salta - detalhe: tudo de ônibus!!  Uma suiça, chamada Susan, professora de geografia que estava de férias. E duas senhoras espanholas aposentadas, de Madrid que após ter dedicado suas vidas para a educação, estavam agora se dedicando a curtir suas vidas viajando!! Por sinal, uma delas se apaixonou pelo Taylor, disse para ele que era muito galante. Super carinhosas as senhorinhas!! 






Essa região é um lugar espetacular!!  Montanhas coloridas, picos nevados, "burricos", cactos gigantes, quebradas impressionantes e tudo isso com uma pitada de calor humano dos povos que aqui vivem.




Grande abraço e até logo!!

                                                    Dia anterior   |  Página inicial   |   Próximo dia


Rota para Quebrada de Humauaca - Julho/2011

Jujuy/Argentina

Titulo da Imagem Titulo da Imagem

Salinas Grandes - Julho/2011

Jujuy/Argentina

Titulo da Imagem Titulo da Imagem

Serra Catarinense/SC - Abril/2012

Araucárias

Titulo da Imagem Titulo da Imagem

Urubici/SC - Abril/2012

Acampando em Urubici/SC - Abril 2012

Titulo da Imagem Titulo da Imagem

Serra Catarinense - Abril/2012

Serra do Rio do Rastro

Titulo da Imagem Titulo da Imagem

Reta Tin Tin, caminho para Cachi

Cachi/Salta/Argentina - Setembro/2012

Titulo da Imagem Titulo da Imagem