Acordamos no camping Totora em San Cosme, Corrientes. Vimos
o nascer do sol que como o pôr, é belíssimo também. Fechamos a barraca e tomamos café. Saímos do
camping com o intuito de chegar até Salta ainda neste dia.
Pegamos estrada e continuamos na Ruta 12. Essa Ruta, passa por dentro do centro de Corrientes e aí é que mora o “perigo”. Infelizmente não tem outro caminho pra quem está nessa rodovia. Você fica obrigado a passar pelo centro da cidade.
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| Camping Totora em San Cosme / Corrientes / Arg |
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| Amanhecer no camping Totora em San Cosme / Corrientes / Arg |
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| Partindo do camping Totora em San Cosme / Corrientes / Arg |
Pegamos estrada e continuamos na Ruta 12. Essa Ruta, passa por dentro do centro de Corrientes e aí é que mora o “perigo”. Infelizmente não tem outro caminho pra quem está nessa rodovia. Você fica obrigado a passar pelo centro da cidade.
Ano passado, fomos pegos pela polícia caminera que nos tiraram 200 pesos (+ou- R$80,00).
Ou pagávamos a propina para os guardas ou eles iriam nos
multar. Motivo: Alegaram que tínhamos entrado na contra mão. Bom, não tenho certeza até hoje, mas não me
parecia NADA contra mão onde estávamos passando. Eles queriam tirar o “cafezinho“ mesmo!!
Nessa viagem (2012) infelizmente não conseguimos
sair ilesos de Corrientes. Fomos parados novamente. Motivo: Encrencaram com o guincho do carro, falaram
que não poderia estar para fora da estrutura. Ok, ok!! Não tivemos o que
contestar. Tentamos, mas não conseguimos rsrsrs... No Brasil também não pode ter nada para “fora
do carro”. Detalhe: Nesse posto que fomos parados também eram
dois policiais (tipo, cara e coroa rsrsrs).
Facada: 200 pesos e R$20,00 a menos, um total mais ou menos de R$
100,00 conto!!!
Pensando positivamente, o bom é que na Argentina tem o tal
do “Salvo conduto”. Esse documento é como se fosse um “passe livre” para a
próxima propina. Ou seja, se passarmos
novamente por algum posto policial e o cara encrencar com o guincho,
mostraremos o “salvo conduto” e teoricamente ele irá nos liberar. Claro, pelo o que entendemos até agora, este
“salvo conduto” não te salva de outros motivos que os policias podem alegar.
Neste caso, só nos liberaria de pagar propina se o policial alegasse que o
guincho estava incomodando ele.
Até então, tínhamos nos incomodado somente com estes
policiais. Estava tudo tranquilo após nos livrarmos deles. Ao sair de Corrientes
(às 11:00hrs) pegamos a ruta 12 e em seguida a ruta 16, eu a chamo de “A
GRANDE RETA DO CHACO”!!!! Afffffff,
pensa como é longe, loooooonge... Só
para ter uma ideia, de Corrientes até Salta são 830km, estimativa de 12 horas
de viagem.
A Grande Reta do Chaco é uma estrada que fica no meio de uma região que é praticamente um cerrado. O calor desse lugar é quase que insuportável (dependendo da época que você passa por ele). A temperatura máxima que pegamos nesse dia foi 43 graus. Média de 40 graus durante tooooodo o percurso.
A Grande Reta do Chaco é uma estrada que fica no meio de uma região que é praticamente um cerrado. O calor desse lugar é quase que insuportável (dependendo da época que você passa por ele). A temperatura máxima que pegamos nesse dia foi 43 graus. Média de 40 graus durante tooooodo o percurso.
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| A Reta do Chaco |
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| Temperatura: 39,9 externo e 42 interno. Sensação térmica: 45 graus |
Calor do CARA&%^&!!!
Quando eu saia do carro sentia que estava entrando dentro de um forno
que tinha acabado de ser desligado. No
carro estávamos com o ar condicionado "a toda", mas mesmo assim não dava conta.
Na região do Chaco tem muitas queimadas. Não temos certeza se são propositais ou se é por causa do calor excessivo com o mato seco. Com as queimadas o ar fica pesado e o vento muito quente. Ficamos imaginando como deve ser essa região no verão.
Descrevo essa região da seguinte forma:
“Uma estrada
se perdendo no horizonte e alguns animais como porcos, carneiros, cavalos e
cachorros beirando à rodovia. Um calor excessivo e o ar muito seco. Se faltar
combustível ou se quebrar o carro, pode ter certeza que você terá sérios
problemas.”
Conseguimos chegar em Joaquín Victor Gonzáles que fica uns
100km antes de Salta. Bem no final da travessia da Reta do Chaco.
No ano passado ficamos nessa cidade também, mas como era
período de “vacationes” não tinha um hotel sequer que tivesse uma vaga. Naquele
dia não tínhamos o que fazer e acabamos colocando o carro num posto de gasolina
e dormimos por ali mesmo.
Mas esse ano foi diferente!!! Eeeeebaaaaaa!! Tinha vaga no hotel Ayres de Campo e por sinal, que hotelzinho
gostoso!! Tinha “Cochera” = garagem, café da manhã, ar condicionado, uma
belezura!!
Chegamos no hotel em J.V.Gonzales mais ou menos às 21:00hrs
. Tomamos um banho e fomos dar uma volta na rua para procurar alguma coisa
salgada para comer, afinal, passamos o dia inteiro na Reta do Chaco a base de
bolachas, polenguinho e água. Bom,
achamos uma lanchonete chamada “La Pancheria”. Serviam nada mais, nada menos
que cachorro-quente. Bom, não podemos
reclamar, afinal não era bolacha!!! Cachorro-quente com uma coca estupidamente
gelada foi a nossa janta, por sinal, tava gostoso demais!! O dog caiu no
estômago e logo já veio o sono. Fomos para o hotel e dormimos como duas pedras.





